Palestra de abertura da Semana Acadêmica de Biomedicina e Farmácia atrai farmacêuticos magistrais
Todos os anos, novos tratamentos são lançados no mercado farmacêutico, trazendo melhorias na qualidade de vida de pacientes que, em muitos casos, utilizam mais de uma medicação para lidar com comorbidades que impactam diretamente sua rotina.
E, junto das atualizações, polêmicas também surgem orbitando o universo da ciência. Da tirzepatida, a “canetinha milagrosa” utilizada para emagrecimento e que ganhou notoriedade nos últimos anos, aos estudos sobre efeitos pós-tratamento, preocupações com o possível retorno do peso inicial e teorias que circulam nas redes sociais, o impacto dos fármacos no cotidiano segue em evidência.
Quando se fala em Cannabis, muitos ainda acendem um alerta vermelho devido ao histórico da planta, popularmente conhecida como maconha e utilizada por muito tempo apenas sob a ótica recreativa e ilegal.
No entanto, seu potencial medicinal vem recolocando o tema em debate, e foi justamente com a palestra “Cannabis Medicinal: Tratamentos e Cenário Regulatório” que a VII Semana Acadêmica de Biomedicina e Farmácia iniciou sua programação.
O responsável pela noite foi o farmacêutico Raildo Henrique dos Santos, especialista em imunização, que debateu o tema com alunos e farmacêuticos magistrais convidados especialmente pelo coordenador do curso de Farmácia, professor Eduardo Yukio Yasunaga.
“Estudos recentes mostram benefícios como o alívio de dores crônicas, controle de epilepsias refratárias, redução de espasmos musculares e auxílio no tratamento da insônia, ansiedade e sintomas de doenças neurológicas. Dialogar com futuros farmacêuticos e profissionais que já estão na ativa há tempos é de suma importância”, ressaltou o docente.
Para Eduardo, trata-se de um tema atual e com muitas controvérsias pelo público leigo, porém apresenta potencial para auxiliar em diversos tratamentos, inclusive iniciamos um estudo inédito no Brasil.
Abertura para convidados
A Semana Acadêmica é um evento anual voltado aos alunos. No entanto, muitos temas trazidos pelos especialistas promovem uma aproximação entre os acadêmicos e profissionais já consolidados na área.
A proposta do professor Eduardo é justamente estreitar esses laços e tornar as palestras um atrativo regional.
“Eu, assim como amigos da profissão, participo de congressos nacionais com custos altíssimos e que, em muitos casos, não entregam a devolutiva que palestrantes convidados para a Semana Acadêmica proporcionam. Abrir a solenidade é uma forma de valorizar quem dedica seu tempo para compartilhar conhecimento e experiências com quem ainda está construindo sua trajetória profissional”, concluiu.



